“Minha mãe, segurando minha mão durante o doloroso e difícil de ver tratamento para queimaduras, me deu forças. Espero que nunca mais precisemos deste tipo de força,” disse Inbar Azrak, 28, à Mother and Daughter Mission, liderada pela Presidente anterior do National Hadassah, Marcie Natan, em visita ao Hadassah Hospital Ein Kerem.

A Sra. Azrak ainda encontra-se em recuperação de um ataque terrorista ocorrido em 3 de Agosto de 2015. Ela passou dois meses no Hadassah Hospital Ein Kerem na Sarah Wetsman Davidson Hospital Tower, depois de ter sido tratada de terríveis queimaduras.

Leia a seguir sua história:

Inbar e seu marido, Oir Azrak, um jovem casal sabra com três crianças pequenas, precisavam de uma escapadela romântica. Com pouco dinheiro disponível – ela é professora e ele estudante em início de faculdade depois de um longo período de serviço na IDF – eles não podiam arcar com um hotel. Os pais de Inbar, Hannah e Yaakov, que vivem em uma comunidade rural na Galileia, concordaram em ficar com as crianças. Inbar e Ori planejavam ficar com a avó de Inbar em Jerusalem, sair para jantar e fazer algumas compras para a volta às aulas das crianças.

Eles estavam dirigindo de volta para casa, perto da área norte de Jerusalém, quando, repentinamente, o vidro da janela do passageiro estourou, espalhando pedaços afiados de vidro sobre todo o banco. Uma explosão ensurdecedora foi seguida de uma língua de fogo, quando um coquetel Molotov explodiu no veículo.

“Saia, Saia,” gritou Ori, que estava dirigindo. Ele estava fora do carro em segundos. Inbar ouviu sua voz dentro de um estado de torpor, ao se dar conta de que aquilo era um ataque terrorista, mas ao mesmo tempo se recusando a acreditar que estivesse acontecendo com ela.

“Saia, Inbar.” Ela tentou, mas o cinto de segurança estava travado. O metal estava queimando. Sua saia, em chamas. Antes que Ori pudesse chegar a ela, ela conseguiu pressionar o botão do cinto e sair. Ela rolou no chão. “Eu estou viva, eu estou viva,” ficou repetindo para si própria, “eu posso aguentar a dor.” Ori abafou o fogo para apagá-lo.

Minutos depois, o carro, agora vazio, explodiu e rolou para trás. Um passante gritou, “Senhora, ainda há alguém no carro?”

“As crianças!” ela pensou, não elas estavam a salvo na casa dos seus pais. Se estivessem no carro, ela não teria sido capaz de salvá-las. O pensamento fez com que ela desmaiasse.

Alguém estava colocando água em seus lábios. Então, a ambulância, com as sirenes tocando e em alta velocidade seguia para o Hadassah Hospital Ein Kerem.

Inbar conhecia o Hadassah porque dois de seus três filhos nasceram lá. “Eu vim aqui para dar à luz, não para ser tratada,” ela disse aos paramédicos.

Primeiro foi encaminhada ao Swartz Center for Emergence Medicine, onde recebeu o tratamento inicial. Então foi transferida para o sétimo andar, para o Departamento de Cirurgia Plástica, na Sarah Wetsman Davidson Hospital Tower, onde seu corpo e perna foram tratados de queimaduras severas.

Ela precisou de uma sala isolada para prevenir infecções. Inbar também precisou de um lugar para que um membro da familia dormisse a fim de dar-lhe suporte emocional.

A equipe do Hadassah Hospital tem uma ampla experiência no tratamento de vítimas de queimaduras em guerra ou ataques terroristas. “Nós precisamos controlar a infecção e minimizar a área que precisará de enxertos de pele,” diz o Dr. Tomer Tzur, um cirurgião plástico sênior.

“Eu não sei a quem agradecer primeiro entre os anjos do Hadassah,” disse Inbar. “Do momento em que chegamos ao Hadassah Ein Kerem, nós tivemos o mais humano e profissional cuidado. Que benção ter este belo e confortável espaço onde minha família e as visitas puderam se sentir a vontade.”

Entre seus visitantes estava o Primeiro Ministro Benjamin Netanyahu e o Presidente de Israel Reuven Rivlin, bem como seus alunos e, claro, sua família e os três filhos.

Ela esta, atualmente, grávida e espera que sua próxima vinda ao Hadassah seja para dar à luz mais um filho.

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