Um homem de meia idade, com deficiências físicas, cognitivas e emocionais, foi trazido da comunidade residencial Israel Elwyn, onde vive há décadas, ao pronto atendimento do Hadassah hospital Ein Kerem.

Seu cuidador não conseguiu impedi-lo enquanto ele se atirava ao chão, gritando e se contorcendo. “Nós tínhamos que colocá-lo em uma cama, verificar o que estava errado e tratá-lo,” relata a Enfermeira Chefe do pronto socorro, Pnina Sharon. “Outros pacientes e suas famílias entenderam que estávamos abusando do paciente e começaram a gritar conosco. Vários pacientes deficientes precisam de um protocolo especial quando vêm ao pronto socorro. Eles não podem esperar e frequentemente não conseguem dizer o que os aflige.”

A Enfermeira Sharon falava a uma audiência de 100 enfermeiras e outros profissionais da saúde na recente Conferência de Acessibilidade no Pronto Socorro para Pacientes com Deficiências mentais e cognitivas, realizada pelo Hadassah Ein Kerem.

O assunto, pouco discutido, foi colocado na agenda nacional por uma classe de estudantes do primeiro ano de enfermagem da Henrietta Szold Hadassah-Hebrew University School of Nursing. Investir tempo dentro de comunidades de Jerusalém avaliando necessidades vistas com novos olhos é uma parte especial do currículo. “Nós avaliamos se colocar estudantes jovens em um ambiente tão emocionalmente carregado como uma comunidade de adultos com deficiências severas não seria demais para eles,” disse a Dra. Mini Rom, Reitora da Escola de Enfermagem. “Nós decidimos que nossos estudantes seriam capazes de lidar com isto e os resultados provaram que tínhamos razão.”

Os relatórios dos estudantes levaram à conferência, que foi incentivada por membros do Knesset que tratam de tópicos de acessibilidade. A conferência desenvolveu um protocolo concreto a ser iniciado como projeto piloto no Hadassah Hospital em três meses.

Sob o novo protocolo, todo paciente da comunidade Elwyn de adultos com deficiências será rastreado durante o processo de emergência. A equipe de enfermagem do pronto socorro será informada que um paciente do Elwyn está a caminho do PS. Para evitar reações de pânico, cada paciente chegará com uma pasta de “Traffic Light”, preparada pela equipe da comunidade. Esta pasta incluirá não somente informação médica geral, mas também gatilhos específicos como sensibilidade a barulho ou a luz.

Ao menos metade dos membros deficientes da comunidade são trazidos ao PS a cada ano e 70% deles precisam de hospitalização. Condições médicas relacionadas ao envelhecimento são frequentemente exacerbadas por sua inabilidade de relatar sintomas precoces ou sua extrema falta de mobilidade. Cada visita pode se tornar um trauma para o paciente, equipe e outras pessoas no PS.

“Este é um piloto e nós vamos refiná-lo e torná-lo uma prática padrão para a comunidade portadora de deficiências em geral,” relata Tamar Shoshan, diretora de Enfermagem Comunitária e Coordenadora de Estudantes. “Os resultados serão divulgados no Knesset,” ela acrescenta. “Se nosso trabalho piloto funcionar, provavelmente será adotado por hospitais de todo o país e chamará a atenção internacional.”

 

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