Uma equipe internacional liderada pelo Dr. Amir Sonnenblick, oncologista do Hadassah Hospital, revela que a utilização de uma droga chamada metformina para mulheres diabéticas com uma forma particularmente agressiva de câncer de mama pode prevenir a recorrência.

Este câncer de mama “HER2-positivo” tende a crescer muito rápido, com maior chance de se espalhar, e tem maiores probabilidades de voltar quando comparado com câncer de mama HER2-negativo. Quando os pacientes com HER2-positvos são tratados com insulina, o tratamento dobra o risco de recorrência.

Estudos prévios sugeriram que administrando metformina, uma droga anti diabetes que suprime a produção de glucose pelo fígado, pode prevenir ou tornar mais lenta a recorrência de câncer de mama. O estudo do Dr. Sonnenblick, que se baseou em um banco de dados muito grande de um ensaio clínico de Fase III, envolveu mais de 8,381 pacientes com câncer de mama de todo o mundo. Enquanto 7,935 dos pacientes (94,7 por cento) não tinham história de diabetes no diagnóstico de câncer de mama, 186 (2,2 por cento) tinham diabetes e não estavam sendo tratados com metformina e 260 (3,1 por cento) eram diabéticos e tinham sido tratados com metformina.

Os pesquisadores descobriram que a metformina pode melhorar o pior prognóstico associado ao diabetes, principalmente em pacientes com câncer de mama primário com HER2 positivo e receptor de hormônio positivo.

“Acreditamos que, para pacientes com diabetes e HER2 positivo e doença positiva para receptores hormonais”, explica o Dr. Sonnenblick, “é razoável recomendar o tratamento com metformina se os pacientes ainda não receberam tratamento e evitar o uso de insulina o máximo possível. Do ponto de vista de prognóstico, os pacientes com diabetes e HER2-positivos, bem como a doença positiva do receptor hormonal que são tratados com insulina, devem ser considerados com maior risco de recorrência.”

Os resultados do estudo são destacados na edição de maio de 2017 do Journal of Clinical Oncology. A equipe internacional de pesquisadores incluiu médicos da Bélgica, Brasil, Chile, Dinamarca, Irlanda, Israel, Itália, Japão, Eslovênia, Suíça, Holanda, Reino Unido e Estados Unidos.

De 2013-2015, o Investigador-Chefe Sonnenblick fez uma bolsa de pesquisa em tradução e pesquisa em câncer de mama no Instituto Jules Bordet em Bruxelas, na Bélgica.

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