Em colaboração com a Pluristem Therapeutics, a Hadassah Medical Organization desenvolveu um produto a partir de células tronco da placenta humana para prevenir e tratar a síndroma de radiação aguda (ARS). O produto, PLX-R18, recentemente recebeu o status de medicamento órfão da U.S. Food and Adminsitration (FDA).                                                                 

“Receber a designação de medicamento órfão nos leva mais perto de fornecer à próxima geração medidas médicas de tratamento contra a ARS,” observa Zami Aberman, Co-CEO e Presidente da Pluristem.

Como explica a Pluristem: a designação envolve orientação próxima da FDA que pode acelerar no trajeto de aprovação potencial de comercialização; medicamento órfão garante: créditos de impostos e sete anos de exclusividade de mercado depois da aporvação de comercialização.

ARS (também conhecida como toxicidade de radiação ou mal-estar de radiação) é uma doença aguda e letal causada por irradiação do corpo inteiro (ou da maior parte) por uma alta dose de radiação penetrante em um intervalo de tempo muito curto. A síndrome afeta a capacidade do corpo de gerar novas células de sangue (recuperação hematopoiética). A terapia com PLX sustenta a promessa de um novo tratamento para pacientes de câncer que sofrem complicações após altas doses de radiação e quimioterapia.

A versão anterior, menos efetiva da terapia celular PLX, foi testada inicialmente no Hadassah em pacientes terminais que não tinham outras opções de tratamento. Os resultados foram “muito bons,” relata o Prof. Raphael Gorodetsky, chefe do Biotechnology and Radiobiology Laboratory do  Sharett Institute of Oncology no Hadassah.

A Pluristem reportou recentemente dados positivos sobre estudos do tratamento de ARS com PLX-R18 em primatas não humanos. Conduzido pelo National Institute of Allergy and Infectious Diseases (NIAID) no U.S. National Institutes of Health (NIH, o estudo revelou crescimento nas taxas de sobrevivência e na recuperação através das três maiores linhagens de sangue: glóbulos brancos, glóbulos vermelhos e plaquetas.

O relatório diz ainda que as células do PLX-R18 estão sendo estudadas pelo Armed Forces Radiobiology Research Institute do Department of Defense dos Estados Unidos pára detectar a efetividade das células como tratamento para a ARS antes de, e 24 horas depois de, exposição à radiação. As células do PLX-R18 estão sendo estudadas também  pela Fukushima Medical University, Japão, para o tratamento da ARS e como auxiliar na radioterapia para pacientes de câncer.

Um teste clínico com PLX-R18 está nos estágios de planejamento no Hadassah, aponta o Prof. Gorodetsky.

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