Em uma noite recente de sexta-feira, o Prof. Itay Chowers, novo chefe de Oftalmologia do Hadassah medical Center ouve tocar seu telefone. Eram 11 horas da noite.

Um policial de fronteira tinha acabado de conseguir impedir a entrada de um terrorista no Portão de Damasco. Seu parceiro, entretanto, notou que havia um ponto vermelho em um de seus olhos. Juntos, eles foram examinar o olho no Hadassah hospital. “Verificamos,” relata o prof. Chowers, “que era um estilhaço da troca de tiros e o médico residente de plantão não tinha certeza da profundidade.”

Quando o Prof. Chowers chegou ao Hadassah, ele entendeu que era um ferimento muito sério. “Eu me preparei para a cirurgia e começamos a operar para remover o corpo estranho,” ele relata. “Quando o corpo estranho é de ferro”, ele explica, “prejuízos irreparáveis podem ser causados à retina por causa da toxicidade.”

O Prof. Chowers trabalhou inicialmente com um imã para remover o metal, mas o fragmento não aderia ao imã. “Eu retirei o estilhaço como uma pinça,” ele diz. “Os técnicos de laboratório da polícia chegaram no meio da noite para ver do que se tratava. Descobriram que era latão, utilizado pelos terroristas para fabricar projéteis em casa. O latão não contém a mesma toxicidade, portanto ele teve sorte.”

Quando o oficial perguntou se poderia voltar ao trabalho de imediato, o Prof. Chowers insistiu que ele tirasse algumas semanas para restabelecimento completo. “Naquela noite eu cheguei em casa as 5 h da manhã,” conta o Prof. Chowers. “Quando meus filhos acordaram, mais tarde, perguntaram se eu tinha dormido bem. A verdade é que eu me sentia maravilhosamente bem. O corajoso policial arriscou sua vida para nos proteger e nossa equipe no Hadassah assegurou-se de que ele continuaria a ver a luz.”

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